Uma das questões levantadas na 40ª reunião do Fórum Econômico Mundial, em Davos, foi como demonstrar que o capitalismo também pode se preocupar com o lado social. Ao mesmo tempo, o encontro marcou o retorno dos grandes bancos após um ano de crise econômica. O ambiente era perfeito para condenar a ambição gananciosa das instituições financeiras, além de tentar reaproximar os principais dirigentes mundiais de seu eleitorado mais atingido pela crise, a classe média.
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, por exemplo, vem retomando uma administração mais voltada aos cidadãos. No entanto, diante de uma perda de terreno no Congresso para os republicanos e de uma queda vertiginosa de popularidade no primeiro ano de seu mandato, Obama enfrentará muitos entraves ao querer conciliar o bem-estar social e o crescimento do mercado.
O mundo até já saiu da recessão e as bolsas voltaram a subir. Tudo graças à gastança liberada. Só que isso não saiu de graça. Agora, como pagar a conta? A solução é simples: corte de gastos e aumento de impostos. Mais quais gastos? E impostos de quem? O mote da reunião de Davos é “repensar, recriar, reconstruir” o mundo depois da crise. Mas parece que os “donos do mundo” ainda não encontraram o caminho de volta para os tempos de bonança do capitalismo.
No meio da discussão em torno dos trilhões que a recessão movimentou, o mundo se vê envolvido com a tragédia do Haiti, que tomou parte da agenda do Fórum este ano. O ex-presidente norte-americano, Bill Clinton, coordenou um painel que discutiu a reconstrução do país. Mesmo deixando claro que os Estados Unidos comandam as operações logísticas de ajuda humanitária, Clinton destacou o governo brasileiro como um parceiro prioritário no Haiti.
Aliás, o Brasil foi um dos destaques de Davos. Apesar da ausência do presidente Lula devido a problemas de saúde, nosso líder recebeu o título de Estadista Global. O Brasil pode ainda não ter uma palavra decisiva nas discussões internacionais, mas se tornou uma das lideranças dos países emergentes, especialmente no G-20, grupo que reúne as nações em desenvolvimento na Organização Mundial do Comércio.
Além de uma história pessoal arrebatadora, Lula representa um país de terceiro mundo que está dando certo. O respeito no plano internacional é fruto de uma política externa que ouve todos os lados – do iraniano Mahmoud Ahmadinejad ao francês Nicolas Sarkozy. Longe de ser uma “moralinha”, a crise não deixou grandes feridas na economia brasileira. Lula usa Davos para reforçar sua imagem de líder, mas Davos usa Lula para buscar um capitalismo humano. Agora depende do próximo presidente para confirmar que o desenvolvimento econômico e social do Brasil é contínuo.
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, por exemplo, vem retomando uma administração mais voltada aos cidadãos. No entanto, diante de uma perda de terreno no Congresso para os republicanos e de uma queda vertiginosa de popularidade no primeiro ano de seu mandato, Obama enfrentará muitos entraves ao querer conciliar o bem-estar social e o crescimento do mercado.
O mundo até já saiu da recessão e as bolsas voltaram a subir. Tudo graças à gastança liberada. Só que isso não saiu de graça. Agora, como pagar a conta? A solução é simples: corte de gastos e aumento de impostos. Mais quais gastos? E impostos de quem? O mote da reunião de Davos é “repensar, recriar, reconstruir” o mundo depois da crise. Mas parece que os “donos do mundo” ainda não encontraram o caminho de volta para os tempos de bonança do capitalismo.
No meio da discussão em torno dos trilhões que a recessão movimentou, o mundo se vê envolvido com a tragédia do Haiti, que tomou parte da agenda do Fórum este ano. O ex-presidente norte-americano, Bill Clinton, coordenou um painel que discutiu a reconstrução do país. Mesmo deixando claro que os Estados Unidos comandam as operações logísticas de ajuda humanitária, Clinton destacou o governo brasileiro como um parceiro prioritário no Haiti.
Aliás, o Brasil foi um dos destaques de Davos. Apesar da ausência do presidente Lula devido a problemas de saúde, nosso líder recebeu o título de Estadista Global. O Brasil pode ainda não ter uma palavra decisiva nas discussões internacionais, mas se tornou uma das lideranças dos países emergentes, especialmente no G-20, grupo que reúne as nações em desenvolvimento na Organização Mundial do Comércio.
Além de uma história pessoal arrebatadora, Lula representa um país de terceiro mundo que está dando certo. O respeito no plano internacional é fruto de uma política externa que ouve todos os lados – do iraniano Mahmoud Ahmadinejad ao francês Nicolas Sarkozy. Longe de ser uma “moralinha”, a crise não deixou grandes feridas na economia brasileira. Lula usa Davos para reforçar sua imagem de líder, mas Davos usa Lula para buscar um capitalismo humano. Agora depende do próximo presidente para confirmar que o desenvolvimento econômico e social do Brasil é contínuo.







